Ideli Salvatti,da Secretaria de Direitos Humanos, falou na Parada Gay de São Paulo neste domingo, ao lado do governador Geraldo Alckmin e do prefeito Fernando Haddad

O presidente da Apoglbt Fernando Quaresma, a ministra Ideli Salvatti, o governador Geraldo Alckmin e o prefeito Fernando Haddad no auditório da Fecomércio, em SP
Futura Press
O presidente da Apoglbt Fernando Quaresma, a ministra Ideli Salvatti, o governador Geraldo Alckmin e o prefeito Fernando Haddad no auditório da Fecomércio, em SP


A promulgação de uma lei para criminalizar a homofobia estará no centro das discussões na 18ª edição da Parada Gay, que ocorre neste domingo (4), na Avenida Paulista, em São Paulo.

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Na coletiva de imprensa que antecedeu o evento, estiveram presentes entidades do setor LBGT, Ideli Salvatti , ministra-chefe da Secretaria de Direitos Humanos, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin , e o prefeito da cidade, Fernando Haddad .

Para a ministra, a criação de uma lei para a criminalização da homofobia no Brasil demandará muito trabalho, mas é necessária. “Para conseguirmos aprovar a Lei Maria da Penha foi um sufoco. É uma briga de poder. Teremos cerca de 3 milhões de pessoas na Parada Gay. Precisamos levá-las também ao Congresso”, argumenta.

Na avaliação de Haddad, a Constituição é suficiente para garantir a integridade e direito dos brasileiros. No entanto, a discriminação é um agravante porque não é uma agressão ao indivíduo, mas sim contra a diversidade. “É diferente dos crimes comuns”.

O governador Geraldo Alckmin citou a lei que promulgou em 2011 sobre discriminação em locais privados e anunciou a construção do Museu da Diversidade Sexual na Avenida Paulista. “É uma casa antiga de 600 metros quadrados que será totalmente restaurada para abrigar o museu”, destaca ele, ressaltando a necessidade de maior visibilidade à classe.

Janaína Lima , presidente do Conselho LGBT de São Paulo, reforçou que a criminalização da homofobia é um pedido de respeito à diversidade.

“Parece dúbio. Por que as travestis precisam de visibilidade? Elas chamam mais atenção do que qualquer outra pessoa no País. A grande questão é que elas precisam ser vistas, para serem respeitadas”, argumenta Janaína.

Salvatti concorda: “O poder infelizmente é do homem branco, risco e heterossexual no nosso País”, conclui a ministra.

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