Oito reportagens que exemplificam busca por retratar a diversidade da comunidade LGBT e por quebrar estereótipos

A sigla LGBT sintetiza as diferentes parcelas que compõem a comunidade gay, com as quatro iniciais representando as palavras lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e travestis. Importantes para identificar um grupo que deve ter seus direitos reconhecidos e respeitados, esses termos não devem servir de pretexto para limitar a estereótipos uma população rica em diversidade.

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Nestes 12 meses no ar, o iGay  publicou diferentes reportagens que mostram esta diversidade ao relatar experiências pessoais de homens e mulheres homossexuais, assim como as de transexuais e travestis.  

Entre diversas reportagens, nós escolhemos oito que representam nossa busca em quebrar estereótipos e em superar preconceitos. 

O QUE É SER TRANSEXUAL 

1- BEATRIZ CALORE – Estudante de composição, ela entrou na faculdade como menino e no final do primeiro semestre avisou os colegas de curso: “Eu vou virar mulher”. Na conversa com a reportagem, ela deixou claro que a sua orientação sexual não mudou com a transformação: “Eu gosto e sempre gostei de meninas”

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2 – RENATA BASTOS - “Meu papel de ativista é viver meu dia a dia e mostrar que é possível ser transexual e ter uma vida, uma carreira”. A frase contundente da hostess famosa na noite paulistana mostra que o simples fato de ser trans já é uma luta, independentemente de se querer ou não lutar.

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3 – LUISA MARILAC – Famosa na web com o hilário viral ‘bons drink’, Luisa  revelou que a vida das travestis brasileiras como ela é muito pouco engraçada. Sujeitas a violências diárias, elas tentam fugir de uma marginalidade quase inevitável, imposta pela sociedade. 

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4 - JOÃO W. NERY – Ele viveu a incoerência entre aquilo que acreditava ser e o reflexo que o espelho mostrava. Primeiro transexual “H” operado no Brasil, o escritor se reconheceu como homem desde os quatro anos de idade, apesar de ter nascido mulher. “Eu dormia e sonhava acordar um garoto completo. Meu ídolo era o Pinóquio, que também desejava ser um menino de carne e osso.”

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Maura de Almeida Moraes e Ana Lúcia Scapolatiello exibem orgulhosas certidão de casamento
Edu Cesar
Maura de Almeida Moraes e Ana Lúcia Scapolatiello exibem orgulhosas certidão de casamento


AMOR RECONHECIDO NO PAPEL 

5 - ANA E MAURA - Por causa de um amor surgido em plena Ditadura Militar, elas enfrentaram o preconceito e a rejeição da família e da sociedade. Sólida, a relação delas sobreviveu a estas intempéries por quase quatro décadas. 37 anos depois, o casal pode ver o seu finalmente reconhecido pela lei, ao casarem no civil. 

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6 – CAMILA E BIANCA – Em abril de 2013, elas subiram ao altar em São Paulo quando o casamento civil ainda não era regulamentado em todo Brasil, o que só viria acontecer no mês seguinte, por determinação do Conselho Nacional Justiça. Com mais um casal que estava começando a vida a dois, as jovens se casaram da maneira mais tradicional possível.

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Família Nunes: Angelo e André com os filhos Jonathan e Valentina
André Giorgi
Família Nunes: Angelo e André com os filhos Jonathan e Valentina


PAIS E MÃES GAYS POR ADOÇÃO 

7- VIVIAN, CAMILA E LAURA: A chegada da pequena Laura na vida delas foi antes, mas quis o destino – para não dizer os trâmites legais – que adoção da menina de dois anos só fosse oficializada na semana véspera do Dias das Mães. E essa coincidência foi mais do que celebrada: “Estamos empolgadas para vivenciar cada data com ela. Dia da Criança, Natal, Páscoa e até o Dia do Índio”, confessou Vivian. 

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8- ANDRÉ, ANGELO, JONATHAN E VALENTINA: O casal esperou mais de um ano para adotar Jonathan e Valentina. Neste período, a menina se curou de uma pneumonia grave e a felicidade dos quatro só aumentou. “Tem os momentos de brincadeira, tem os momentos de chatice, tem a hora de falar sério”, contou André.

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