Intérprete do ex-vilão Felix, ator Thiago Fragoso e autor Walcyr Carrasco falaram ao "Fantástico" sobre a cena entre os personagens gays da novela

Protagonista do primeiro beijo gay do horário nobre da TV Globo, Mateus Solano falou ao "Fantástico", no último domingo (03), sobre a cena que gravou com o colega Thiago Fragoso para a novela "Amor à Vida" (TV Globo). Segundo Mateus, a gravação lhe causou apenas um desconforto.  "A barba foi um incômodo", brincou o intérprete de Félix.  

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O ator foi enfático sobre a importância da cena: “Puxou o tapete de muita gente preconceituosa, que acabou gostando do casal e até torcendo pelo beijo”.

Para Thiago, o beijo foi consequência de uma história bem contada. “O público se apaixonou por esses dois personagens e torceu para que eles fossem felizes, para que eles ficassem juntos. Acho que o beijo foi uma consequência. Aí o tabu perdeu a importância”, declarou o ator, que encarnou Niko na trama. 

Também falando ao dominical da Globo, o autor de "Amor à Vida"  Walcyr Carrasco  explicou o que gostaria de mostrar na novela.  “Eu queria fazer uma cena que tivesse lógica, que tivesse um motivo para existir. E a história daqueles dois personagens pedia esse beijos”.

Cena surpresa 

Os atores contam que o beijo dos personagens no último capítulo foi uma surpresa. Eles só souberam da cena exatamente na hora das gravações.

“Nossa cena não tinha nenhuma indicação do beijo. Ela acabava e tinha um monte de asteriscos, duas linhas. A indicação era essa”, revelou Thiago. Depois de perceberem do que se tratava, os dois comemoraram a ousadia de Carrasco. 

 “Foi muito pensado como a gente poderia fazer aquilo de forma carinhosa, de uma forma afetuosa”, acrescentou Thiago. “Só o estalinho seria meio covarde, foi na medida certa do que o público estava precisando e esperando”, completou Mateus.  

Brincando, o interprete do ex-vilão contou que deu um nome ao ato. “A gente chamou de beijo Tarcísio Meira , de boca fechada e mais longo”, se referindo ao galã global protaganista de tantas cenas de beijo ao longo das últimas décadas.  “A gente foi buscar lá atrás na televisão uma coisa bem plástica e bem épica. O pessoal em casa vê e fala 'ohhh'”, explicou Thiago

“Acho que é uma quebra de tabu e um passo a frente para a sociedade brasileira, no sentido de entender que a liberdade do outro é a liberdade do outro e assim vamos. Assim que se constrói uma sociedade” , finalizou orgulhoso Carrasco.  

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