Cantor afirma que a homofobia foi legitimada pela legislação e deu a extremistas cobertura para violar os direitos humanos básicos dos LGBT

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Elton John criticou novamente leis antigays da Rússia após passar pelo país
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Elton John criticou novamente leis antigays da Rússia após passar pelo país

O cantor pop Elton John se manifestou na última quarta-feira, (22) contra uma proibição da Rússia contra propaganda homossexual, dizendo que a lei dá legitimidade à homofobia e concede amparo legal para extremistas.

O comunicado de John, com 500 palavras, foi divulgado um mês depois de ele ter se apresentado no país e três dias depois de o presidente russo, Vladimir Putin, declarar que a Rússia acolhe os gays, citando a popularidade do cantor pop, de 66 anos, declaradamente homossexual, como prova disso.

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A lei é alvo de críticas de ativistas pró-direitos humanos num momento em que a Rússia se prepara para sediar os Jogos de Inverno, no mês que vem.

Durante uma visita a Moscou em dezembro, John fez um show no qual criticou a lei e disse estar ansioso para entender seu efeito sobre a comunidade LGBT.

"O que ouvi reforçou todas as matérias na mídia em circulação desde que o projeto sobre propaganda se tornou lei federal: que a homofobia odiosa foi legitimada pela legislação e deu a extremistas cobertura para violar os direitos humanos básicos das pessoas", disse John.

"Todo mundo conta histórias de abuso físico e verbal - no trabalho, em bares e restaurantes ou na rua - desde que a lei entrou em vigor em junho passado", disse ele. O cantor acrescentou que apreciaria a oportunidade de apresentar Putin a gays russos.

A lei russa proíbe a disseminação de propaganda gay entre menores e se tornou foco de críticas do Ocidente e de ativistas pró-direitos humanos.

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