Apontada como suicídio, morte de adolescente gay em São Paulo ganha desdobramentos com depoimento da mãe

O adolescente gay Kaique Augusto Batista dos Santos, vítima de suposto crime homofóbico
Reprodução/Facebook
O adolescente gay Kaique Augusto Batista dos Santos, vítima de suposto crime homofóbico

O caso da morte do adolescente gay de 16 anos Kaique Augusto Batista dos Santos , em São Paulo, teve na ultima sexta-feira (17) um novo desdobramento. Segundo o advogado da família, Ademar Gomes , a mãe do jovem que foi encontrado morto na Avenida 9 de Julho (região central da cidade), afirmou durante seu depoimento que recebeu um telefonema de uma testemunha que teria visto um skinhead jogando o corpo de Kaique do alto do viaduto que passa sobre a avenida.

“Além da mãe, foram ouvidos quatro amigos de Kaique. Durante os depoimentos também foi indicado que uma testemunha enviou uma foto para a casa onde o jovem morava com imagens do crime”, diz o advogado da família.

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Ainda segundo Gomes, o inquérito parcial está encerrado, portanto o boletim de ocorrência que registrou a morte como suicídio, no 2º Distrito Policial, no bairro do Bom Retiro, ainda é o parecer oficial. “Como advogado eu entendo que precisamos aguardar o laudo geral para poder descartar ou não o suicídio”, afirma.

Procurada pela reportagem, a irmã do jovem, Tayna Innocencia Chidiebere Uzor , de 19 anos, disse que a família ainda está muito abalada com o caso e não quer falar sobre o ocorrido.

Segundo o jornal "Folha de São Paulo" , o corpo de Kaique foi encontrado em São Paulo na madrugada do último sábado (11), com sinais de espancamento. Os presentes durante o reconhecimento do corpo afirmaram que o jovem tinha hematomas na cabeça, a perna perfurada por uma barra de ferro e sem os dentes.

A morte do jovem gerou comoção nas redes sociais e um ato pela criminalização da homofobia na tarde da última sexta-feira (17). Militantes e LGBTs se reuniram no Largo do Aroche (centro da capital paulista), onde Kaique foi visto pela ultima vez na festa gay PZA, e caminharam até a Avenida 9 de Julho, onde foi encontrada o corpo do rapaz. Participantes do ato acreditam que a morte de Kaique seja crime de ódio e homofobia.



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