Registrado como suicídio, o caso de Kaique Augusto Batista dos Santos tem fortes sinais de se tratar de um crime de homofobia

Chocante e inexplicável, o assassinato do adolescente gay Kaique Augusto Batista dos Santos , de apenas 16 anos, vai ser tema de um protesto nesta sexta-feira (17), no Largo do Arouche, centro de São Paulo. Iniciado no Facebook , o manifesto foi batizado como “Ato por Justiça no Caso Kaique e pela Criminalização da Homofobia e Transfobia”.

Marcado para as 18h30, o protesto terá uma caminhada saindo do Largo do Arouche e terminando na Avenida 9 de Julho, onde fica a Coordenação de Políticas para LGBT, órgão da prefeitura de São Paulo.

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Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, Kaique foi encontrado morto na própria Avenida 9 de Julho, na madrugada do último sábado (11). Completamente desfigurado, o adolescente estava com vários traumatismos pelo corpo e sem nenhum dos dentes em sua boca. Além disso, uma barra de ferro estava dentro das pernas do rapaz.

Kaique foi visto vivo pela última vez numa festa na Praça da República, no centro paulistano. Ele teria dito aos amigos que havia perdido carteira, documentos e celular. Ao sair do evento para procurar os seus pertences, o jovem teria se perdido do seu grupo.

Apesar dos fortes indícios de que Kaique sofreu um grave crime de homofobia, o boletim de ocorrência registrou a ocorrência como suicídio, no 2º DP, que fica no bairro do Bom Retiro. A Polícia Civil ainda não tem pistas de possíveis suspeitos do crime.

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