Figuras como a atriz Jodie Foster e o jogador de futebol Robbie Rogers foram fundamentais na quebra de preconceitos e no apoio à diversidade sexual

2013 ficará marcado na comunidade gay pelo protagonismo de várias personalidades LGBTs. Em diferentes campos de atuação, elas foram fundamentais para quebrar preconceitos contra os homossexuais. Com atitudes corajosas, essas figuras defenderam o respeito à diversidade sexual. Isso ficou evidente logo no início do ano, quando a prestigiada e premiada atriz Jodie Foster se assumiu como lésbica no prêmio Globo de Ouro

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Jodie estava no palco da premiação, no hotel Beverly Hilton, em Los Angeles, para receber um prêmio pelo conjunto de sua carreira, o troféu Cecil B DeMille. Numa fala descontraída, mas marcante, a atriz aproveitou o discurso de agradecimento para falar abertamente sobre sua sexualidade, que sempre foi alvo de rumores nos bastidores de Hollywood. “Espero que vocês não fiquem desapontados por não haver um grande discurso de saída do armário nesta noite. Já saí do armário uns mil anos atrás, na Idade da Pedra", declarou ela na ocasião, num dos programas de maior audiência da TV mundial.

Outro ator que mereceu destaque neste sentido foi o galã Wentworth Miller . Convidado a participar na Rússia do Festival Internacional de São Petesburgo, ele recusou o convite numa protesto contra as leis antigays do país, se assumindo gay numa carta dirigida aos organizadores do evento.

“Não posso em sã consciência participar de um evento comemorativo organizado por um país onde as pessoas como eu têm sistematicamente seus direitos básicos de viver e amar abertamente negados”, escreveu Miller.

Robbie Rogers quebrou barreiras ao se assumir como jogador de futebol gay
Getty Images
Robbie Rogers quebrou barreiras ao se assumir como jogador de futebol gay

Assim como o mundo entretimento, o universo dos esportes também teve personalidades gays que fizeram a diferença, como jogador de basquete Jason Collins , o primeiro jogador de um grande liga esportiva americana a se assumir gay . No futebol, quem teve esse papel foi o americano Robbie Roggers , que já atuou na seleção americana.

Diferentemente do entretenimento, mais aberto à diversidade, o esporte ainda é um universo onde a homossexualidade ainda é um tabu. Essa característica torna a atitude de Robbie e Collins ainda mais corajosa e merecedora de aplausos. O gesto deles serve de exemplo para outros atletas, que têm o direito de viver sua sexualidade livremente sem sofrer preconceito por isso.

A pioneira e o jovem cientista gay

Mas muito antes desses atletas e artistas famosos, uma ativista anônima abriu o caminho da luta pelos direitos da comunidade gay. Hoje com 84 anos, a americana Edith Windsor é atuante na comunidade LGBT desde a década de 60. Foi uma ação dela inclusive que contestou a Lei de Defesa do Casamento (Doma) nos Estados Unidos, que considerava apenas as relações entre um homem e uma mulher.

Edith fez isso para que a sua relação de 40 anos com a esposa já falecida Thea Spyer fosse reconhecida pelo governo americano. Em 2013, a luta dela foi coroada com uma grande vitória com a Doma sendo derrubada pela Suprema Corte dos Estados Unidos.  

Na coletiva após a decisão da Suprema Corte, Edith explicou como estava se sentindo: "Me sinto honrada e radiante por representar não apenas os milhares de americanos que tiveram suas vidas afetadas negativamente pela Doma, mas aqueles cujas esperanças e sonhos foram restringidos pela mesma lei discriminatória". 

Edith Windsor e Jack Andraka: a história e a renovação do movimento gay
Getty Images/Reprodução Facebook
Edith Windsor e Jack Andraka: a história e a renovação do movimento gay


Obviamente, a vitória de Edith não termina a luta pelos direitos LGBT. Ainda falta muito  para que  essa comunidade deixe de ser discriminada e passe a ser tratada com mais igualdade. E continuidade desta batalha está garantida, a julgar pelo aparecimento de figuras como o jovem cientista Jack Andraka , de apenas 16 anos.

Premiado por sua pesquisa inovadora por um método de diagnóstico do câncer de pâncreas, Jack é assumido desde os 13 anos. Além do trabalho cientifico, o americano trabalha para ser um exemplo para jovens gays como ele, tornando a ciência o ambiente amigável aos homossexuais.

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