Atleta da patinação Brian Boitano foi escolhido pelo presidente Barack Obama para representar os EUA nos Jogos Olímpicos de Sochi, em 2014

AP

O campeão olímpico de patinação artística Brian Boitano  se assumiu gay na última quinta-feira (19), dois dias depois de ser escolhido como um dos integrantes da delegação dos Estados Unidos na abertura e encerramento do Jogos Olímpicos de Sochi, em fevereiro do próximo ano. Ele vai estar ao lado de outros atletas abertamente homossexuais, a tenista  Billie Jean King e a jogadora de hóquei  Caitlin Cahow.  

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Medalhista de ouro em 1988, Boitano sempre manteve sua vida pessoal privada até esta quarta. Num comunicado, ele afirmou: "ser gay é apenas uma parte de quem eu sou".

O patinador reforçou ainda a importância da liberdade de gênero nos EUA. "Em primeiro lugar, eu sou um atleta americano e tenho orgulho de viver em um país que incentiva a diversidade e a tolerância".

Militantes do movimento gay pediram que os Estados Unidos boicotasse as Olimpíadas de Sochi, em protesto a aprovação da legislação da Rússia que proíbe a chamada "propaganda gay”. No início deste ano, o presidente Barack Obama rejeitou a ideia, dizendo que melhor resposta a dar seria ver atletas gays e lésbicas ganhando medalhas de ouro, prata e bronze.

A decisão de Obama em incluir atletas abertamente homossexuais na delegação foi vista como uma mensagem para a Rússia, um crítica ao  tratamento que o governo russo dá a gays e lésbicas.

Pela primeira vez desde 2000, os EUA não vão enviar um presidente, ex-presidente,  primeira-dama ou vice-presidente para as Olimpíadas. Essa atitude também é considerada uma represália ao governo de Vladimir Putin.  

 A jogadora de hóquei no gelo Caitlin Cahow  saudou a decisão de Boitano em se assumir. "Eu acho que cada um tem o direito de definir... Acho que concordamos que o nosso objetivo é viver um dia em um mundo onde estas classificações não serão importantes. ".

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