Ex-tenista e o jogador de basquete NBA Jason Collins falaram em evento da ONU sobre eventos esportivos realizados em países homofóbicos, como Rússia e Catar

A ex-tenista Martina Navratilova criticou o Comitê Olímpico Internacional, o COI, em um evento da ONU, na ultima terça-feira (10). Ela disse que os dirigentes da entidade estão “enterrando a cabeça na areia” em relação aos direitos dos LGBTs. A acusão de Navratilova se deve a postura do orgão diante das políticas antigays adotadas pela Rússia recentemente. O país será sede da próxima edição de inverno das Olímpiadas, que acontece em 2014, na cidade de Sochi.  

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"Acho que podemos dizer que o esporte e a política estão indissoluvelmente combinados - elas andam de mãos dadas – e por isso estou decepcionada com o COI", explicou Navratilova, em declaração publicada no jornal online Huffington Post. “Ele (o COI) diz que esporte e política não se misturam, o que é totalmente contrário a tudo o que está acontecendo”, completou.

Num discurso contundente, ela ainda apontou um comportamento omisso do orgão esportivo. “Essa decepção é, mais do que com qualquer outra figura, com o COI, por realmente colocar a cabeça na areia e não querer fazer nenhuma onda". 

Martina estendeu as criticas também à FIFA, que planeja realizar a Copa do Mundo de 2022 no Catar, onde a atividade sexual entre pessoas mesmo sexo é punível com penas de até 5 anos de prisão.

O jogador da NBA Jason Collins , também esteve no evento e falou que não tem dimensão do poder do orgão olímpico, mas que acredita no poder de contribuição da entidade para os direitos dos LGBT. “ Eu não sei o quanto o COI pode pressionar governo russo para acabar com suas leis de propaganda gay , mas eles podem definitivamente fazer mais", disse ele.

 “O COI ea FIFA devem avaliar quando estão selecionando uma cidade ou país para sediar (um evento) e a quem eles escolhem para associar sua marca. Eles querem um governo que abertamente oprime seu próprio povo?", questionou Collins. 

O presidente do COI Thomas Bach condenou gestos políticos nas Olimpíadas de Inverno de Sochi, que prevê a criação de zonas de protesto restristas para atletas expressarem seus pontos de vista.

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