Com a estreia de "Crô", o filme, vamos ver uma nova versão do mordomo afetado da Tereza Cristina: ele ficou rico e seu guarda-roupa acompanhou a conta bancária

Claro que nem todo gay é estiloso, e nem você vai concordar sempre com o estilo daqueles que são. Mas, em geral, os gays são uma boa antena das tendências de moda. E alguns deles são de fato uma vitrine viva.

Os gays da TV e do cinema são uma boa amostra do universo gay. Assim como na ficção, o gay não tem um estilo único, mas é quase sempre preocupado com a estética, aberto para as novidades e disposto a ousadias. 

Na sexta-feira (29), estreia o filme "Crô", que traz o personagem de Marcelo Serrado para o cinema em nova versão: rico. Ou seja, com o guarda-roupa mais recheado do que tinha na época em que ele era o mordomo afetado de Tereza Cristina (Christiane Torloni).

Para o filme, o estilista Carlos Alberto Gardin criou "uns 30 looks". "Tem cenas dele no passado, criança, na casa em que ele cresceu, e agora, na casa da família toda reformada, ele está rico e chateado. Acha que milionário não tem nada para fazer", conta Carlos. "Então ele vai ao programa da Ana Maria Braga e divulga que quer voltar a ser mordomo."

Segundo ele, o estilo de Crô é bem definido e o figurino é muito colorido. Todos os modelos de praia são da linha do próprio Crô - que faz uma tentativa de virar estilista e cria a "egyptian beach wear" -, ele usa um terno roxo para ir ao cemitério, um terno azul turquesa para o seu casamento (mais sobre isso daqui a pouco), um figurino estilo Cauby Peixoto para quando se arrisca na carreira de cantor. "Cada cena é um colorido novo."

O problema para Carlos foi enfrentar o orçamento de filme nacional: ele não tinha verba suficiente para "vestir gente rica". Para driblar essa dificuldade, recorreu a seu acervo próprio, ao acervo da Barreto do Rio, a produtora do filme, e ao acervo dos próprios atores. "Quem usou roupa pessoal foram algumas personalidades que trouxeram opções, como Ana Maria Braga e Gaby Amarantos", conta ele.

Mas mesmo no meio de tanta gente estrelada, Crô é mesmo a estrela principal. Para compor o seu figurino, Carlos usou uma mistura de Gianni Versace - com muita cor, muita estampa e muito color block, e toques de Roberto Cavalli, o rei das estampas de animal. "É um figurino meio caricato, kitsch com glamour, coisa de novo rico. Tem comédia em tudo no filme, no figurino também." Os óculos foram feitos especialmente para o personagem pela ótica Ventura.

Sobre o casamento de Crô, atenção: isso é um alerta de spoiler. Quem não quiser saber o fim do filme pare de ler aqui. Crô está de casamento marcado com um bonitão, que no filme é irmão do segurança/amante de Tereza Cristina, e feito pelo mesmo ator (Carlos Machado). No dia do casamento, Crô está esplêndido em seu terno turquesa, e eis que Baltazar, o motorista (Alexandre Nero) homofóbico que o perseguiu durante "Fina Estampa" toda, se declara e foge com ele.

Mesmo sem beijo gay, final feliz para o casal.




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