Antenadas e estilosas, elas fogem do estereótipo masculinizado e apostam na atitude e nos looks impecáveis para conquistar outras meninas

Superfemininas, estilosas, com cabelos e modelitos impecáveis. Conhecidas como patricinhas ou moderninhas, elas são também lésbicas e acabam levando cantadas até dos homens. Não que seja um problema, afinal são, no geral, finas e educadas.

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Se juntas elas fogem do estereótipo de mulher masculina, patricinhas e moderninhas frequentam lugares diferentes. As primeiras certamente não serão encontradas em baladas estilo inferninho e afins. “A gente prefere algo mais refinado como The Week ou Bubu só para elas. Não nos misturamos muito. Mas aos sábados à tarde também vamos à Praça Benedito Calixto, em Pinheiros”, pontua a DJ paulistana Jéssica Ruiz  , de 21 anos.

“Já as moderninhas, categoria em que me encaixo mais, são encontradas no Baixo Augusta, Paulista e Jardins, bairros mais alternativos das cidade”, explica a analista de mídias sociais Bruna de Campos  , 24. “As patricinhas gostam de tendências, do moderno, do novo. As moderninhas gostam dos lugares alternativos, onde elas encontram pessoas com os mesmos assuntos”, continua Priscila Moquedace  , de 28 anos.

No geral, ela acredita “que o importante mesmo é ter estilo e atitude”. “Independentemente da ocasião, mantenho a preocupação em me apresentar bem.” Priscila garante que não abre mão de estar maquiada, com unhas feitas e o melhor cabelo.

Para a gerente Luíza Zacarias , de 24 anos, a atitude mais “refinada” dessas meninas também ajuda a identificá-las de cara. “A gente logo reconhece pela forma de se portar.”

Para estar em dia com o look, as meninas estão sempre ligadas em tendências, mas só como referência, já que a maioria tem o estilo próprio na hora de se vestir. “Muitas são consideradas patricinhas ou moderninhas apenas por se vestirem de uma forma que as fazem se sentir bem. Sem nem levar em conta as tendências atuais”, explica Luiza. “De um modo geral, o estilo é mesmo próprio e intuitivo”, completa Priscila.

Tem pra todas

Na hora de escolher uma paquera não há fórmula. Discretas e reservadas, elas podem querer meninas mais femininas, como elas, ou se relacionar com integrantes de outros grupos, como as bofinhos, conhecidas pelo estilo mais masculinizado.

“Não acredito que tenha um tipo certo. Afinal, cada uma tem suas preferências, é bem relativo”, diz Luiza. Já Priscila sabe bem o que quer: gosta de meninas que tenham um estilo misterioso, sejam femininas, arrumadas e magras. Jéssica também gosta das mais delicadas, como ela. E Bruna, por fim, mostra a atitude das mais moderninhas na hora da conquista. “Eu gosto de vááários tipos de mulheres. Bofinho, dyke (mulheres bem masculinizadas) e principalmente as que não se enquadram em nenhum grupo.”

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