Atriz encabeçou time de celebridades em evento que reuniu cerca de 300 mil pessoas no bairro da zona norte do Rio de Janeiro

Segundo a organização do evento, cerca de 300 mil pessoas participaram da 13ª Parada do Orgulho LGBT de Madureira, que aconteceu no último domingo (27), na zona norte do Rio de Janeiro. Com o tema “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”, o evento reuniu 12 trios elétricos para celebrar a diversidade.

Em informação posterior, o 9° Batalhão da Polícia Militar divulgou que 550 mil pessoas passaram pela Avenida Edgar Romero e seguiram o trajeto que descia toda a Estrada do Portela até o Madureira Shopping. 

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A homenageada da Parada, Susana Vieira  , recebeu a faixa de “Diva LGBT de Madureira”, devido à atuação como Pilar, mãe de Felix, o vilão homossexual da trama “Amor à Vida”, da Rede Globo. “Sou a mãe do Félix com muito amor e orgulho! Amo meu filho gay da novela, apesar do personagem ser um vilão, amo ter esse filho gay. Fico emocionada com essa homenagem”, afirmou a atriz.

"Não acredito em uma mãe que coloque as tradições à frente do amor por um filho. Mas o preconceito sempre existirá, por isso estamos aqui para concretizar essa luta", finalizou Susana. A atriz Viviane Araújo  , a cantora Valesca Popozuda   e o promoter David Brazil   também prestigiaram o evento.

A organizadora da Parada e presidente do Movimento de Gays, Travestis e Transformistas, Loren Alexsander  , se mostrou satisfeita com o resultado: “Fico muito feliz em ver gays, lésbicas, travestis e heterossexuais em paz, respeitando uns aos outros e aproveitando esse clima ótimo. Madureira é a cara da diversidade. Não existe diferença entre o segmento LGBT e os outros. Todos lutamos pela mesma causa: o respeito”.

Já o coordenador especial da Diversidade Sexual da Prefeitura do Rio, Carlos Tufvesson,   alertou mais uma vez para a pouca importância dada ao aumento de 46,6% de crimes homofóbicos no Brasil. Os números foram divulgados pela Secretaria de Direitos Humanos (SDH) da Presidência da República, em junho. “Sem denúncia nunca acabaremos com a impunidade. Essa estatística sobe há seis anos”, explica o coordenador, que finaliza: “Para lutar contra a homofobia, só basta ser humano”.

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