"Isso é homofobia e preconceito”, afirma o diretor da torcida LGBT do Corinthians, Felipeh Campos

A maior torcida organizada do time paulistano Corinthians, a Gaviões da Fiel, não ficou nada contente com a ideia do apresentador Felipeh Campos    de criar a Gaivotas Fiéis, dedicada aos torcedores LGBT do clube, e resolveu denunciar a iniciativa por plágio.

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Segundo o delegado Fúlvio Mecca, do 1º DP de Guarulhos, onde está sendo instaurado o inquérito, o advogado da Gaviões da Fiel, Ricardo Cabral, entrou com uma representação solicitando a investigação.

“Estamos na fase de registro do inquérito e iremos apurar esse crime de violação de propriedade, no caso o símbolo. A primeira coisa é ouvir ambas as partes e checar se essa nova empresa (A Gaivotas Fiéis) está registrada. Eles terão que trazer o material contábil e os documentos”, explica Mecca.

A Lei que enquadra o crime pelo qual a Gaivotas Fiéis pode responder é a 9279/96, que pune com detenção de três meses a um ano ou multa quem reproduz ou imita sem autorização uma marca registrada.

Segundo Mecca, geralmente os casos não são punidos com prisão: “Não é um crime como roubo, por exemplo, e a penalidade no geral é uma multa. O valor seria estipulado pelo juiz, que leva em conta uma série de fatores, como o tamanho do bem violado e outras características”, explica.

Felipeh Campos se mostrou indignado e contou à reportagem do iG que soube do processo pela mídia. “Eles (a Gaviões da Fiel) não têm nenhum embasamento. Isso é pura homofobia e preconceito. Eles vão ter que provar o plágio”, desabafou.

“Eles tinham que se preocupar muito quando mataram torcedores, quando quebraram a arquibancada. Quando essas barbaridades acontecem, eu não ouço falarem nada, não vejo falando em investigação ou que tem delegado apurando”, afirma o apresentador.

Isso é pura homofobia e preconceito. Eles vão ter que provar o plágio(Felipeh Campos)

Segundo Felipeh, quem deveria estar incomodado é o time, que não se manifestou em nenhum momento. Sobre o processo, afirma que já acionou seu advogado e que não irá desistir do projeto. “Se precisar, troco o nome e o emblema”, conta.

O apresentador exige ainda o apoio das instituições esportivas. “Agora, quero segurança dentro do estádio. Vou mobilizar opinião pública e ir para o estádio. Isso é puro preconceito e homofobia, então quero segurança. Ano que vem tem Copa, teremos gays do mundo inteiro aqui. Como pode esse absurdo? E se o José Maria Marin   (presidente da CBF) e o ministério do Esporte não me atender, vou lá e quebro a p**** da porta”, afirma Felipeh.

Procurado pela reportagem, o advogado da Gaviões da Fiel não se pronunciou sobre o assunto. Os diretores da torcida organizada não foram encontrados.

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