Também ator e modelo, carioca posa para as lentes do iGay e revela que universo LGBT é exigente e difícil de agradar, mas respeitoso nas cantadas

Tocando nas casas LGBT mais badaladas do Brasil, o DJ Bruno Pacheco, 33 ,  tem agradado esse público não só pelo seu som, mas também pela beleza. Heterossexual, ele não se incomoda de ter virado fetiche desse público. ”Minha agenda foi indo naturalmente para o universo gay e eu abracei mesmo a causa”, afirma Bruno, que também é modelo e ator.  

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Nascido no Rio de Janeiro e formado em Educação Física, Bruno trabalha como modelo desde os 18 anos. Com essa profissão, ele conheceu o mundo, passando por lugares como Ásia e África. Foi graças ao mesmo ofício que o carioca também passou a discotecar.

“Eu comecei a tocar nas Models Parties, que são as festas frequentadas pelas modelos, e não parei mais", lembra Bruno, que tinha 27 anos na época. Depois disso, ele começou a se aperfeiçoar na profissão e logo pintou o primeiro convite para discotecar numa balada gay.  

“Tenho amigos gays desde quando comecei a trabalhar como modelo, também tenho um primo gay de quem eu sou próximo desde a adolescência. Não tenho preconceito, até porque minha mãe me criou para ter uma uma mente aberta".

Bruno sentiu-se à vontade nesta primeira vez e continuou a trabalhar para esse público, que segundo ele, é muito exigente.  “Em balada hétero, em geral, o povo está mais preocupado com o camarote e a bebida. O gay ferve de verdade, você sente que a música toca o público", explica. 

Em suas viagens para tocar pelo Brasil, o DJ nota variedade nos gostos do público gay das diferentes regiões brasileiras. “Cada lugar tem sua característica, no Sul e Sudeste, dá para arriscar mais, investir em músicas novas. No Nordeste, o sucesso está nos sets mais pops”, diferencia Bruno.  

Já o carinho com o qual ele é tratado pelo público LGBT nos diferentes lugares do Brasil não muda, de acordo com Bruno, que ficou mais íntimo desse universo quando começou a atuar nas passarelas.  “Tenho amigos gays desde quando comecei a trabalhar como modelo, também tenho um primo gay de quem eu sou próximo desde a adolescência. Não tenho preconceito, até porque minha mãe me criou para ter uma uma mente aberta". 

Bruno Pacheco: ”Minha agenda foi indo naturalmente para o universo gay e eu abracei mesmo a causa”
André Giorgi
Bruno Pacheco: ”Minha agenda foi indo naturalmente para o universo gay e eu abracei mesmo a causa”


Além do carinho, Bruno destaca o respeito do público gay, que pela experiência dele, é muito menos atirado do que as mulheres na hora das cantadas.  

“Eles sabem que eu sou hétero, que namoro. Mesmo quem não sabe, fica em dúvida e não parte para cima como as mulheres. Quando elas descobrem que eu não sou gay, acham que sou a tábua de salvação da noite”, brinca Bruno, se divertindo com a situação. 

O DJ namora a cantora Nicky Valentine, que também é uma figura conhecida na noite gay. “Ela é tratada como uma diva nesse meio,  temos várias madrinhas, conta Bruno.

Apesar de se sentir confortável em trabalhar com o público gay, Bruno não quer ficar restrito a um nicho. "Eu procuro fazer bem o meu trabalho, seja atuando ou tocando. O fato de eu trabalhar também na cena LGBT é só mais uma característica, não precisa ser uma regra", conclui. _________________________________________________________________________

Serviço: 

Bruno Pacheco -   www.djbrunopacheco.com  /  www.soundcloud.com/djbrunopacheco

Maquiagem: Stefanny Porfirio/(11) 97092-0797

Cabelos: Cris Vartaian/(11) 96352-1882

Locação - D4 Boteco Galeria - Rua da Consolação, 3417. São Paulo / Fone: (11) 2338-8910

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