Ator e apresentador do programa "TNT Movie Club" posa para o iGay e fala sobre a volta ao Brasil, personagens gays e cantadas que recebe dos homens

Toda terça-feira, às 22h, o programa “TNT Movie Club” traz as novidades do cinema no canal TNT. Além das últimas dos astros de Hollywood, quem chama atenção na atração é o apresentador Gui Inacio , e não só pela beleza evidente, mas também pela simpatia.

Vivendo em Los Angeles, o carioca Gui viaja periodicamente para Atlanta, onde ficam os estúdios da TNT, para gravar o programa. Hoje com 30 anos, ele vive desde os 13 nos Estados Unidos. O apresentador foi para lá por causa da família e hoje permanece no país por conta de sua outra carreira, a de ator.

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“Comecei como modelo, aos 17, em Miami. Depois, ingressei na carreira de ator”, lembra Gui, que credita o despertar de sua paixão pela atuação ao professor de interpretação Scott Schutzman, com quem teve aulas. “Com ele, eu descobri a grandeza desta arte. Mudou minha vida, me encontrei como pessoa e como ator, atuar virou minha prioridade”, explica.

Gui não se cansa de falar da carreira, demonstrando mais entusiasmo com uma área em particular da atuação. “Os filmes são o meu foco principal, tenho trabalhado bastante para construir uma história legal no cinema”, revela o apresentador e ator, que teve o longa nacional “Anima Sola” (2012) como um dos seus últimos trabalhos na telona.

Mas essa paixão pelo cinema não significa que o ator não tenha vontade de trabalhar na tela pequena. Pelo contrário, ele acaba de atuar na novela “Saramandaia” (TV Globo), no primeiro capítulo. “Foi um papel pequeno, mas me senti bem acolhido e respeitado na emissora”, constata. Na TV, Gui também registra em seu currículo participações nas séries americanas “House”, “Burn Notice” e “Magic City”.

Um ator não pode ter preconceitos, tem que ter a cabeça aberta. Se a história for boa e o personagem também, faria um homossexual com o maior orgulho

O carioca pretende continuar dividindo sua carreira entre EUA e Brasil. Ele cita até um colega brasileiro como exemplo de que isso é possível. “O Rodrigo Santoro está mostrando que dá para trabalhar nos dois mercados. Não é fácil, a concorrência nos dois países é muito forte, mas é possível.”

Santoro também é parâmetro de Gui quando se trata de escolhas artísticas. “Ele conseguiu fazer trabalhos populares e de qualidade na televisão. Ao mesmo tempo, fez bons filmes, de vários gêneros, drama, comédia e até de ação. Gosto do trabalho dele em “Carandiru”, por exemplo. O Rodrigo conseguiu fazer bem um personagem difícil e complexo de um travesti”, observa. Gui.

Se convidado, Gui diz que toparia também fazer um travesti, ou mesmo um personagem gay. “Sou heterossexual, mas teria o menor problema. Um ator não pode ter preconceitos, tem que ter a cabeça aberta. Se a história for boa e o personagem também, faria um homossexual com o maior orgulho”.

Sorte nossa: Gui Inácio está com planos de voltar a morar no Brasil
André Giorgi
Sorte nossa: Gui Inácio está com planos de voltar a morar no Brasil

Esse possível personagem gay seria feito por Gui sem a menor inibição. “Daria um beijo em outro homem em um filme ou na TV. Não vou dizer que seria uma cena fácil, teria que me preparar bastante antes, mas faria. Não tem como interpretar um casal gay e os personagens não se tocarem, darem um beijo, ficaria irreal”.

Mesmo sendo heterossexual, o ator, que está solteiro, já poderia ter dado esse beijo gay na vida real caso quisesse. Gui admite que leva muitas cantadas de homens, algumas inclusive bem abusadas. “Levo numa boa, só fico constrangido quando os caras são muito abusados. O engraçado é que isso me fez ser mais gentil com as mulheres, porque eu também agia assim quando era mais jovem”, recorda.

O meio artístico tem muitos homossexuais, seria até ridículo ter algum preconceito

“Eu tenho amigos gays, minha relação com eles é ótima. Fico amigo de todos os maquiadores com os quais trabalho. O meio artístico tem muitos homossexuais, seria até ridículo ter algum preconceito”, analisa Gui, falando da sua relação coma comunidade LGBT. “Fico feliz que os homossexuais estão conseguindo conquistar os seus direitos, como poder casar e adotar filhos livremente”.

Animado com o renascimento do cinema nacional e com a crescente produção de séries por aqui, Gui faz planos para voltar em definitivo ao Brasil.

O ator deve voltar para sua terra natal, o Rio de Janeiro. “Não coloquei um ponto final em Los Angeles, coloquei um ‘to be continued’”, esclarece Gui, ressaltando que não vai deixar de lado a carreira internacional, e que pretende continuar participando de testes nos EUA. 

Íntimo dos aparelhos de musculação, como demonstra o corpão sarado que exibe na galeria acima, Gui quer transformar o seu apreço pela malhação em negócio, abrindo no Brasil uma franquia de uma rede americana de academias. “Quero estimular o treino que visa o condicionamento e não só o que alimenta a vaidade."

Seja como modelo, ator, apresentador ou empresário, nós brasileiros vamos receber Gui Inácio de braços abertos.

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Agradecimentos: 
Beleza: 
Stefanny Porfirio, maquiadora. 
Locação:  Bar Squat: Alameda Itu, 1548 - Jardim Paulista, São Paulo. www.barsquat.com.br

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