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Nany, João e Beatriz fazem parte da população transexual brasileira, chamada por médicos e militantes de grupo T. Saiba quem eles são

Na sopa de letrinhas da sigla LGBTT (abreviação de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), a última consoante serve, ou deveria servir, para representar um grupo que não se encaixa no binômio masculino e feminino.

Pela ótica da medicina, os transexuais configuram um grupo que sofre um transtorno de gênero, condição para explicar as pessoas que não conseguem se encaixar como representantes do sexo que nasceram.

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Mas para entender a complexidade do que é ser um transexual não basta apenas uma definição. Porque a vida de cada um deles tem particularidades que vão além do que está definido em um de livro medicina. Ouvir o que a população T tem a dizer pode ser muito mais esclarecedor.

Veja outros casos de transexualidade na coluna iGual

O IGay conta aqui três histórias da transexualidade. De uma atriz uma famosa a uma estudante anônima e também de uma Joana que queria ser João. Ele não são nem só homens, nem só mulheres, nem só héteros, nem só homossexuais. Eles são a população T.

Veja a seguir as histórias de João W. Nery , 63, Nany People , 47, e Beatriz Calore , 22. 

Divulgação
"Meu ídolo era o Pinóquio, que também desejava ser um menino de carne e osso"













João W. Nery 
“Não preciso de um pênis para me sentir masculino”

Divulgação
"Não é a construção de uma vagina que vai te fazer feliz"


















Nany People
“No ser feminino... a vagina é só um detalhe” 

André Giorgi
"Tinha muitos problemas com o meu corpo, com as reações sexuais do corpo masculino"










Beatriz Calore

"Quero tirar o pênis porque para mim ele não serve para nada"





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